O canal de TV argentino C5N afirmou nesta quarta (28) que o senador Flávio Bolsonaro, ao contrário do que disseram seus aliados à imprensa brasileira, ainda estava em Porto Iguaçú até o começo desta madrugada e decolou pouco depois da meia-noite no avião Gulfstream LV-JQW rumo aos Estados Unidos.
O canal transmitiu ao vivo a chegada de quatro vans no aeroporto por volta da meia-noite. De acordo com informações dos jornalistas que faziam os relatos, Flávio Bolsonaro estaria com a família em um dos veículos, acompanhado de um servidor argentino.
Pouco depois, o avião decolou. A saída também foi filmada pelo canal.
A coluna apurou que autoridades argentinas também informaram a contatos no Brasil que o ex-presidenciável seguia no país vizinho até o começo da madrugada, tendo partido rumo aos EUA apenas nesta quarta.
Na terça , o site argentino Infobae, o maior de notícias da Argentina, publicou que o senador teria cruzado a fronteira do Brasil com aquele país com seu documento nacional de identidade. Desde Porto Iguaçu, ele pegaria um avião Gulfstream rumo aos EUA.
O avião, no entanto, não decolou durante o dia e permaneceu estacionado no aeroporto.
Aliados dele no Brasil e nos EUA disseram também à coluna no meio da tarde de terça ter recebido a informação de que ele já estava a bordo de uma outra aeronave rumo à Flórida. A mesma informação foi repassada a diversos outros jornalistas.
No começo da noite, aliados passaram a disseminar a informação de que o senador já teria inclusive desembarcado em Miami.
Nenhuma fotografia ou vídeo da chegada, no entanto, foram publicados por Flávio ou por algum integrante da família até agora, e o desembarque não foi confirmado até o começo da madrugada.
Caso a informação do canal C5N esteja correta, o filho de Jair Bolsonaro, na verdade, só desembarcará nos EUA na manhã desta quarta.
Na segunda (26), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cancelou todos os passaportes emitidos em nome de Flávio, proibindo-o de deixar o país. A decisão veio à tona na segunda-feira (26), um dia depois de o senador perder a eleição presidencial para Lula (PT).
Alvo de investigação no Supremo, Flávio foi intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda a entregar os passaportes comum e diplomático em até 24 horas, assim como qualquer passaporte de outras nacionalidades que eventualmente tenha.