fatia da família Muffato chega a 15% e reacende debate sobre fusão
O Assaí (ASAI3) informou nesta quinta-feira (29) que fundos associados à família Muffato atingiram participação de 15,02% na companhia. Assim como em comunicados anteriores, a família afirmou que sua participação faz parte de sua estratégia de investimentos, mas que não pretende alterar a estrutura de gestão ou controle do Assaí. Às 11h45, as ações do atacarejo subiam 1,52%, cotadas a R$ 8,00.
O JPMorgan avaliou a notícia positivamente, pois a pressão compradora pode continuar. A participação da família Muffato ainda está bem abaixo do limite de 25% previsto na cláusula de poison pill do atacarejo.
Na avaliação do banco, novas compras poderiam dar sustentação às ações, especialmente porque o papel vinha sendo utilizado como uma aposta na expectativa de queda dos juros à frente, cenário que agora é incerto.
A equipe do JPMorgan destaca que, no fim de setembro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a família Muffato a exercer plenamente os direitos de sua participação em eventuais votações futuras. A decisão também permite que ela ocupe uma cadeira no conselho de administração, desde que sejam nomeados membros independentes indicados tanto pelo Assaí quanto pela Muffato e que não haja exercício de poder de controle.
Com a participação atual, o banco acredita que a Muffato poderia eleger um membro para o conselho na próxima renovação, prevista para 2027.
Apesar disso, o JPMorgan acredita que o investimento da família Muffato pode ir além de uma operação puramente financeira e, eventualmente, culminar em uma combinação das operações das duas empresas. Nesse cenário, a família Muffato poderia ganhar maior relevância na governança sem acionar a cláusula de poison pill.
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O Assaí negocia a 8,7 vezes o lucro ajustado estimado para 2027 e a 6,1 vezes o projetado para 2028, considerando os múltiplos preço/lucro (P/L) antes do IFRS 16 e excluindo créditos tributários de PIS/Cofins. Dessa forma, o JPMorgan manteve recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 11.
Fonte: infomoney