‘o brasileiro, seja de onde for, tem sua história calcada no sertanejo’

Globo Rural: Sua carreira passou por diversas mudanças. Da dupla para a carreira solo, da moda de viola para o romântico. Depois cinema, TV… Como você se define como artista?
Daniel
: Eu me defino como um cantor do povo. Tento trazer canções, letras, melodias que vão ao encontro das pessoas que me acompanham, que fazem parte dessa história, desses mais de 40 anos. E sem perder a minha essência, aquilo que eu gosto, com o qual eu me identifico. Apesar de ter passado por momentos muito diferentes, procurei manter, acima de tudo, o romantismo, que é uma marca muito expressiva em tudo que eu faço. A música raiz, que é parte da minha família, eu herdei dos meus pais desde muito pequeno. É o que eu ouvia dentro de casa: música raiz, moda de viola, o sertanejão mesmo. Ao longo do tempo, fui tendo a oportunidade de, além da música romântica, trazer projetos, inclusive, do Meu Reino Encantado, por exemplo, que são canções que envolvem a música raiz, clássicos sertanejos com participações especiais. Foram quatro dessa natureza. Como o próprio Menino da Porteira, a participação na novela Paraíso. E o romantismo também, quando eu participei com a Xuxa, com o Renato Aragão. Essas nuances que surgiram na minha vida de forma natural me fizeram fortalecer aquilo que eu já tenho como natureza.

Fonte: G1 Globo Rural