Alesp deve reviver tensão da chegada do bolsonarismo – 03/11/2026 – Painel

Com a renovação de 40 das 94 cadeiras, deputados preveem que a próxima legislatura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) será marcada por embates ideológicos ainda mais polarizados no quadriênio de 2027 a 2031.

Deputados mais experientes comparam o momento à tensão que tomou conta da Alesp em 2019, com a chegada de parlamentares alinhados ao bolsonarismo e eleitos em 2018.

“A Alesp vai reviver o início da legislatura [de 2019 a 2023], quando o PSL teve Janaina Paschoal, Gil Diniz, Douglas Garcia”, diz o deputado Paulo Fiorilo (PT), reeleito para o terceiro mandato.

“Teremos deputados e deputadas que vão usar o espaço para manter o embate, e vamos depender da competência do próximo presidente e da sua capacidade de fazer cumprir o regimento”, prosseguiu Fiorilo.

A expectativa é que nomes como Eduarda Campopiano (PL), Thomaz Henrique (PL) e Douglas Garcia (União) duelem no plenário com Sofia Favero (Psol), Leonardo Grandini (PT) e Débora Camilo (Psol).

Ao longo da campanha, Grandini e Henrique chegaram a trocar agressões físicas e verbais durante uma live.

“Eu concordo quando dizem que a Alesp ficará mais barulhenta. É uma chance que temos para mostrar as contradições desses deputados, como a Campopiano e o Douglas Garcia, e fazer oposição ao Tarcísio”, disse Grandini.

Campopiano diz que o embate ideológico é de “grande interesse” para o eleitor.

“Temos certeza de que o debate ideológico será inevitável, de ambos os lados. Principalmente porque o mandato e o embate direto nem começaram, mas parlamentares da bancada da esquerda já moveram diversos processos e manifestações contra mim e outros parlamentares da direita”, afirmou.


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Fonte: Folha de S. Paulo