Aumenta da oferta provoca forte queda nos preços do cacau em Nova York

O cacau apresentou a maior oscilação entre as commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam em queda de 5,04% nas negociações desta quinta-feira (5/11), cotados a US$ 5.181 a tonelada.

Segundo Leonardo Rossetti, analista de inteligência de mercado da StoneX, os futuros da amêndoa ainda respondem aos fundamentos de maior oferta no curto prazo.

“Nossas projeções já apontavam que o momento atual é sujeito a mais pressão de baixa, devido ao andamento das entregas de cacau, e também uma demanda que ainda sofre para se recuperar e aumento dos estoques na bolsa de Londres”, observou o analista.

Além disso, segue Rossetti, as preocupações com o El Niño estão pausadas, uma vez que seus impactos são esperados a partir da colheita da safra intermediária no oeste da África, que deve se iniciar somente em abril de 2027.

Prevalece a tendência de queda para os preços do café na bolsa de Nova York. Os contratos do arábica para dezembro fecharam em baixa de 0,92%, a US$ 2,7715 a libra-peso.

O dólar mais elevado ainda traz reflexos para o mercado do café, já que tende a acelerar as exportações do Brasil, o maior fornecedor mundial do tipo arábica.

Além disso, as condições para a próxima safra no país permanecem muito positivas após o surgimento das primeiras floradas.

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) se manteve em queda mesmo após recuo de quase 3% na véspera. Os lotes para novembro recuaram 2,31% hoje, negociados a US$ 1,2845 a libra-peso.

O açúcar demerara se valorizou na bolsa de Nova York. Os contratos com entrega para março do ano que vem fecharam em alta de 0,48% a 18,56 centavos de dólar a libra-peso.

O algodão também avançou nesta quinta-feira. Os lotes da pluma para dezembro subiram 0,76%, negociado a 78,71 centavos de dólar a libra-peso.

Fonte: G1 Globo Rural