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Articulação política e redes sociais: quem são e qual o papel dos aliados citados por Lula no discurso após a vitória

Virada inédita dá a Lula 4 mandato
Após vencer as eleições presidenciais, neste domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou quatro aliados que tiveram, segundo ele, papel fundamental na campanha do segundo turno.
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Lula citou o companheiro de chapa, vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o deputado federal André Janones (Rede-MG), o senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT).
Em sua fala, o petista prometeu mudar o jeito de governar, com melhoria na comunicação digital e a ampliação da participação popular nas ações governamentais, e dedicou a vitória aos jovens, às mulheres e aos trabalhadores (veja o discurso completo aqui).
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante discurso de reeleição, São Paulo (SP).
Foto: Ricardo Stuckert
Janones atuou principalmente na mobilização digital, enquanto Camilo e Fonteles passaram a participar mais diretamente da coordenação nacional. Alckmin, vice na chapa, voltou a dividir o palanque com Lula na comemoração da vitória.
Os quatro citados tiveram funções diferentes na campanha, que ganhou novos integrantes e estratégias durante o segundo turno.
Papel na campanha
Saiba quem são os quatro nomes citados pelo petista em agradecimento após conquistar a reeleição neste domingo:
Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente reeleito
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e vice-presidente Geraldo Alckmin após vitória nas eleições
Foto: Ricardo Stuckert
Reeleito neste domingo (25) na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o médico Geraldo Alckmin (PSB) ficará mais quatro anos como vice-presidente da República.
Na campanha pela reeleição de Lula, Geraldo Alckmin ganhou mais espaço no segundo turno, quando integrantes da campanha passaram a defender uma presença maior de Alckmin e uma redução do protagonismo da primeira-dama, Janja da Silva.
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A avaliação foi resumida pela expressão “menos Janja e mais Alckmin”, que ganhou força nos bastidores da campanha. A partir daí, o vice-presidente intensificou a agenda de viagens pelo país, participou de atos eleitorais e concedeu entrevistas.
A estratégia buscava ampliar o alcance da candidatura de Lula para além do eleitorado tradicional do PT. Na reta final da disputa, o vice-presidente também passou a rebater propostas econômicas de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.
Aos 73 anos, o ex-governador de São Paulo chega ao segundo mandato consecutivo como vice-presidente, após mais de cinco décadas de atuação na política. Católico, o vice-presidente é avô de sete netos.
Vice-presidente e companheiro de chapa de Lula, Alckmin foi o primeiro a falar na comemoração da vitória. O presidente destacou a relação entre os dois e a atuação do vice na campanha.
“Feliz do presidente que tem o selo da qualidade, da lisura de comportamento e da lealdade que eu tenho no Alckmin”, disse Lula.
André Janones (Rede-MG), deputado federal
O deputado federal André Janones abraça o presidente Lula, reeleito neste domingo
Rafael Peixoto/g1
O deputado federal André Janones (Rede-MG), que ganhou projeção nacional durante a greve dos caminhoneiros em 2018, se tornou o “general” que comanda o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, com mais de 10 milhões de seguidores.
A trajetória política de Janones é marcada pelo uso das plataformas digitais como instrumento de mobilização e pressão sobre autoridades. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, em 2019, ele já utilizava as redes para dar visibilidade a reivindicações populares.
Foi essa estratégia que ajudou a impulsionar sua projeção nacional e permanece no centro de sua atuação política.
No grupo, o deputado se apresenta como “General do Lula” e é o único administrador. O deputado usa a comunicação direta com o público para divulgar pautas, mobilizar seguidores e cobrar respostas do poder público.
Lula agradeceu ao deputado e destacou seu papel na mobilização da militância e na manutenção do ânimo dos apoiadores. Janones foi um dos nomes mais citados pelo presidente ao falar sobre a importância da comunicação digital.
Ao agradecer ao parlamentar, Lula o chamou de “general” e destacou sua contribuição para mobilizar a militância.
“Quero agradecer a esse companheiro aqui, o Janones. Um abraço, general. Cumpriu um papel exponencial nessa campanha para levantar diariamente, de manhã, de tarde e de noite, a moral da nossa tropa”, afirmou.
Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro eleito senador
Lula e Camilo Santana
Ricardo Stuckert /PR
Senador pelo Ceará, Camilo Santana (PT) foi governador do estado por dois mandatos, entre 2015 e 2022, e ministro da Educação no terceiro governo Lula, de 2023 a 2024.
Engenheiro agrônomo de formação, ele é um dos principais aliados do presidente no Ceará e tem experiência na articulação política com lideranças estaduais.
Camilo ganhou espaço na campanha presidencial no segundo turno, quando passou a dividir a coordenação-geral com Edinho Silva, presidente nacional do PT.
Ele ficou responsável, principalmente, pela articulação política e pela aproximação com aliados, além de participar das discussões sobre a estratégia eleitoral.
A mudança ocorreu após Lula reformular a equipe para a reta final da disputa e ampliar a participação de lideranças do Nordeste.
Em seu discurso, Lula disse que precisa fazer um agradecimento às pessoas que coordenaram a campanha. Neste momento, sinalizou para Camilo, Alckmin, Fonteles, que estavam em seu entorno.
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Diariamente, Camilo apresentou boletins à imprensa sobre as estratégias de campanha petistas. Ele também foi o responsável por anunciar que Lula e Flávio Bolsonaro teriam chegado a um acordo sobre divulgar seus sigilos, após o atual presidente enviar um documento ao TSE dizendo que “desafiava” o adversário nas urnas a abrir suas contas.
Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí
Rafael Fonteles (PT) vota em Teresina
Aric Lages/g1
Governador do Piauí, Fonteles é economista e aliado de Lula no PT. Durante a campanha, participou das discussões sobre a comunicação digital, tema ao qual o presidente prometeu dar mais espaço no próximo mandato.
Governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT) é economista e foi secretário estadual da Fazenda antes de assumir o governo, em 2023. Ele também presidiu o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), entidade que reúne os responsáveis pelas áreas fiscais dos governos estaduais.
Na campanha do segundo turno, Fonteles ganhou espaço e passou a contribuir com a estratégia de comunicação, em especial na discussão sobre como ampliar a presença do presidente nas redes sociais e a interlocução direta com os eleitores.
Ele foi um dos nomes incorporados à equipe após a reorganização da campanha, ao lado de Camilo Santana e Rui Costa, que assumiu a coordenação da agenda de viagens do candidato.
No discurso da vitória, Lula agradeceu ao governador e o chamou de seu “comandante” ao mencionar o celular que havia recebido dele, em referência à estratégia de comunicação digital.
“Eu já ganhei o celular do meu comandante Rafael, governador do Piauí, já estou aprendendo a conversar”, disse o presidente.
Em seguida, afirmou que pretende falar diretamente com os brasileiros “muitas vezes por dia”. Lula também citou Fonteles ao defender investimentos nas economias digital, verde e criativa.

Fonte: G1 globo

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