Não houve bola na rede no confronto entre Santos e Palmeiras, na noite de quarta-feira (28), na Vila Belmiro, em Santos. Surgiram oportunidades claras de gol para os dois lados, sobretudo na parte final do jogo, mas o placar apontou mesmo 0 a 0 até o apito derradeiro do árbitro Flávio Rodrigues Souza, um resultado que não foi celebrado por nenhuma das equipes.
A formação alviverde chegou aos 70 pontos no Campeonato Brasileiro, mesma pontuação do líder Flamengo, mas com uma vitória a menos. O time carioca vai entrar em campo na quinta (29), contra o rival Vasco, no Engenhão, no Rio de Janeiro. O Santos, que atuou sem o suspenso Neymar, atingiu 47 e está em oitavo lugar.
O Palmeiras agora volta sua atenção para a Copa do Brasil: o confronto semifinal com o Vasco terá início no domingo (1º), no Nubank Parque, em São Paulo. O alvinegro praiano jogará no dia seguinte, já pela 34ª rodada do Brasileiro, contra o Bragantino, no Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista.
Na Vila, foi o alviverde que começou a partida de maneira mais incisiva, com uma finalização perigosa de Marlon Freitas e uma oportunidade clara em seguida, aos dez minutos. Após ótimo toque de primeira de Marlon, Arias se viu na frente de Diógenes e o encobriu. Giay se jogou na bola no segundo pau, já sem o goleiro na jogada, mas não conseguiu acertar o gol.
O Santos foi se acertando e, mesmo com menos posse de bola, começou a construir bons lances a partir da metade do primeiro tempo. Em um deles, Rodinei recebeu bom passe de Bontempo e finalizou por cima. Depois, Gabigol teve liberdade para duas conclusões de pé esquerdo, errando o alvo em ambas.
O centroavante ainda teve uma bola limpa antes do intervalo, após erro do adversário na saída. A bola foi retomada pela formação alvinegra, e Cebolinha deixou o camisa 9 na frente de Carlos Miguel. Após alguma hesitação, Gabigol tentou a batida e foi bloqueado pelo arqueiro, que lhe fechou o ângulo.
O segundo tempo se desenrolou de maneira relativamente morna até os 30 minutos, quando oportunidades de gol começaram a aparecer aos borbotões para os dois times. De um lado, Gabriel Bontempo só não marcou porque Arthur evitou o gol em cima da linha. Do outro, Diógenes fez defesa muito difícil em cabeceio de Murilo.
Gustavo Gómez foi outro com cabeceio muito perigoso. O Santos respondeu em batida de falta de Bontempo na qual Carlos Miguel quase se complicou. Já aos 44, Vitor Roque se livrou da marcação e, a um passo da pequena área, parou em mais uma ótima intervenção de Diógenes. Nos acréscimos, o garoto Larson teve a última chance alviverde, sem goleiro, na pequena área, e pegou mal.
Fonte: Folha de S. Paulo