São Paulo
A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) assinou um contrato para vender a CSN Cimentos ao grupo chinês Huaxin por R$ 12,7 bilhões, segundo fato relevante divulgado aos investidores neste domingo (8). O contrato prevê a venda de ações de emissão da CSN Cimentos à empresa chinesa.
O valor corresponde ao chamado enterprise value (valor da empresa) e está sujeito a ajustes até a conclusão do negócio, incluindo aqueles relacionados à dívida líquida e ao capital de giro da unidade.
“A transação constitui uma etapa importante na estratégia da companhia voltada à redução do seu endividamento e o equacionamento da sua estrutura de capital”, afirma o fato relevante.
Planta da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro
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Ricardo Moraes – 10.fev.25/Reuters
A conclusão da venda ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), da anuência prévia da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e de autorizações regulatórias na China. A CSN espera concluir a operação assim que essas condições forem atendidas.
A negociação era discutida havia meses e ganhou força como uma das primeiras medidas do novo CEO, Fabio Schvartsman. Ele assumiu o cargo de Benjamin Steinbruch, que estava havia mais de duas décadas à frente da companhia.
A venda faz parte do esforço da CSN para levantar recursos e reduzir o endividamento. No fim de julho, a companhia estimou um prejuízo líquido entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre deste ano, ante R$ 861,9 milhões no mesmo período de 2025.
A CSN é a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil e controlava a segunda maior produtora de cimento do país. A companhia também mantém operações na Alemanha, na Espanha, em Portugal e nos Estados Unidos.
Em agosto, a empresa decidiu vender integralmente o negócio de cimentos, após abandonar o plano de manter uma participação minoritária na unidade. Na ocasião, a CSN buscava ao menos R$ 15 bilhões pelo negócio, mas reduziu o valor pretendido para R$ 12 bilhões.
A J&F Investimentos, controlada pelos empresários Joesley e Wesley Batista, havia oferecido R$ 10 bilhões pela unidade. Outros grupos cotados como potenciais compradores eram as brasileiras Votorantim e Polimix e a italiana Cementir.
Fonte: Folha de S. Paulo