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‘A gente se sente incapaz’, diz pai de criança de 2 anos que morreu à espera de UTI em Cuiabá

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O pai de Pietro Camargo, de 2 anos, que morreu após sofrer uma parada cardíaca enquanto esperava por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica em um hospital particular de Cuiabá, disse que fez de tudo para conseguir um atendimento para o filho com a urgência que ele precisava, no entanto, logo após dar entrada na unidade de saúde, no domingo (16), a criança morreu.

Everson Lopes contou ao g1 que o filho faz tratamento de saúde desde que nasceu e tinha o auxílio do home care. No último fim de semana, Pietro passou mal e estava muito debilitado, segundo o pai. Ele recebeu a medicação em casa, mas foi necessário o encaminhamento ao hospital.

A criança deu entrada na unidade em estado grave, sendo levada por uma ambulância particular, com uso de ventilação mecânica contínua, segundo o boletim de ocorrência da Polícia Civil.

O médico plantonista informou aos pais do menino que o hospital estava sem condições de recebê-lo devido à lotação dos leitos.

Em nota, o Hospital e Maternidade Fêmina confirmou a superlotação da UTI pediátrica por causa da pandemia da Covid-19 e do surto de gripe H3N2.

“O hospital lamenta o ocorrido e esclarece que fez o possível para estabilizar o paciente até a liberação de um leito ou a sua devida transferência”, diz.

O pai de Pietro disse que chegou no hospital e foi informado que não estavam mais internando crianças com Covid-19 na UTI devido à falta de leito, mas que para internação comum ainda havia vaga.

Foi solicitado então um exame de Covid em Pietro antes da internação, que deu negativo. A família conta que está passando por um momento difícil, procurando explicação sobre o que aconteceu.

“Já estávamos acostumados com esse procedimento, pois o Pietro foi internado lá outras vezes. Quando o teste deu negativo, já nos liberaram com a pulseira de internação”, contou.

Logo depois, a família recebeu a notícia de que o menino precisaria ser levado para outro hospital, pois ali não havia mais vaga.

“A gente se sente incapaz. Fiquei de um lado para o outro no hospital tentando um melhor atendimento para o meu filho e eles acabaram deixando a gente a mercê. Depois de termos feito tudo, eles alegaram que não tinha mais vaga, mesmo após o plantonista ter me passado que tinha”, lamentou.

A família registrou um boletim de ocorrência alegando negligência médica.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) informou que acompanha o caso.

“O que resta hoje é um quartinho vazio. Vamos fazer justiça pelo nosso filho que se foi e não vamos mais tê-lo de volta”, pontuou.

Pandemia de Covid-19 e epidemia de gripe

Houve um aumento de 233% nas consultas diárias em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Policlínicas, em Cuiabá, na última semana de dezembro, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Antes, a média diária era de 150 atendimentos, mas com o aumento de casos de gripe Influenza H3N2 e da variante ômicron da Covid-19, as unidades chegaram a atender cerca de 500 pessoas diariamente.

Em relação às crianças, duas mortes por Covid-19 foram registradas em Mato Grosso desde o começo da pandemia, de acordo com dados dos Cartórios de Registro Civil do estado. Os dados são de março de 2020 até a primeira semana de 2022.

A primeira criança vítima da Covid era um menino de seis anos. Já a segunda vítima, era também um menino, mas com 10 anos.

A vacinação infantil contra o novo coronavírus está começando no estado. As doses pediátricas da Pfizer já chegaram em Mato Grosso e foram distribuídas aos municípios que são responsáveis pela aplicação.

Fonte: G1

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