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Antes de ser morto, jornalista disse à família que estava sendo ameaçado em Peixoto de Azevedo-MT

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O jornalista Edney Menezes, de 44 anos, que foi assassinado com tiros à queima-roupa dentro do carro dele na noite de domingo (15) no Centro de Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá (assista no vídeo abaixo), disse à família que vinha sendo ameaçado.

As câmeras de segurança registraram o momento em que o jornalista foi executado com tiros na cabeça por dois homens em uma moto em uma cruzamento da cidade. Ninguém foi preso.

A irmã do jornalista, Maria Do Socorro Menezes, lamentou a morte de Edney. Essa foi a terceira perda da família neste ano. Luis Carlos, um dos seis irmãos do jornalista, foi morto com 12 tiros por envolvimento com drogas. A avó deles morreu com coronavírus (Covid-19) há três meses.

Edney trabalhou na campanha e assessoria do prefeito reeleito de Peixoto de Azevedo, Maurício Ferreira (PSD). Não há indício, por enquanto, de elo entre as atividades do jornalista e o crime. (leia mais abaixo)

“Ele falou que estava sendo ameaçado, mas não dizia por quem. Estava feliz. trabalhando na campanha, mas tentava tirar porte de arma, já prevendo o que ia acontecer. Ele disse que ia morrer”, disse a irmã ao G1.

O comentário do jornalista, sobre as ameaças, foi feito há alguns meses. A irmã não acredita que a morte dos irmãos tenha relação.

Investigação

Horas antes de ser assassinado, Edney havia feito uma postagem em uma rede social comemorando o resultado das eleições municipais. A Polícia Civil, no entanto, descartou que o crime tenha motivação política e agora analisa as imagens.

Moradores chamaram a polícia depois de presenciarem o crime. A PM encontrou a vítima já sem vida dentro do veículo, um HB20. O celular e outros pertences dele foram deixados no local.

As imagens das câmeras de segurança foram recolhidas e devem ser analisadas na investigação da Polícia Civil.

Fonte: G1

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