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Após morte de criança, veterinária avalia que cães da raça Chow Chow tem temperamento forte e podem apresentar agressividade

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Depois da morte de uma criança de apenas um ano e seis meses em decorrência do ataque de um cachorro da raça Chow Chow, no bairro Jaime Seitti Fujji, em Lucas do Rio Verde (334 quilômetros de Cuiabá), começaram as especulações sobre o comportamento desses animais. O ataque à criança aconteceu na residência da família na tarde da última terça-feira (3). No boletim de ocorrências, a mãe relatou que possui seis animais em sua residência, sendo quatro da mesma raça.

A médica veterinária Mariana Rosa explica ao Olhar Direto que os cães da raça Chow Chow são leais, apesar do temperamento forte. “Eles são uma raça de temperamento forte. São territorialistas e por isso, podem apresentar uma certa agressividade. Não são agitados e elétricos. Não são de ficar pulando no colo. Pelo contrário, são independentes, porém são leais”.

Segundo Mariana, os cachorros não são agressivos por natureza, mas podem ser traiçoeiros. “São animais dominantes, de personalidade forte, o que pode favorecer alguns ataques da raça”, explica.

A mãe da criança que faleceu contou que foi até o banheiro jogar a fralda da vítima e, quando retornou, a cadela estava atacando. Os outros cachorros chegaram a tentar ir para cima da cadela que atacava a criança. Com a ajuda de uma vizinha, a mãe levou a vítima até o hospital. 

Para lidar com casos como esse, a médica veterinária deu algumas dicas do que fazer para amenizar os danos. “De primeiro, ficar atento aos sinais antes de qualquer ataque. Não correr, evitar movimentos bruscos e evitar contato visual. Mas caso ocorra, ainda assim, o ideal é – tentar – proteger órgãos vitais, abaixando a cabeça e ficando em posição fetal. Porém, sabemos que na hora nem sempre é possível raciocinar. Em caso de ataques a terceiros, tentar chamar a atenção do animal de forma que faça ele largar a vítima, o que nem sempre é fácil. E evitar ao máximo entrar no meio do ataque para separar, pois pode levar a maiores problemas”, alerta.

Os cães da raça podem dar alguns sinais que irão ficar agressivos. “O animal fica inquieto, rosna, mostra os dentes, late muito, parte para cima. Mas existe casos que o animal ataca de forma tão rápida, sem demonstrar qualquer sinal prévio”, pontua.

Mariana, que atende na cidade de Rondonópolis (216 km de Cuiabá), nunca se deparou com um ataque que resultou em morte. “No nosso dia a dia no consultório veterinário e pet shop temos muita cautela ao lidar com animais da raça em questão, por conhecermos seu temperamento e também sua força. Já vi ataques de chow chow em outros cachorros e tentativas de ataque em pessoas, mas que nunca levaram à morte”.

Para ela, é difícil avaliar se o acidente poderia ser evitado. “Como todos os acidentes, acontecem em fração de segundos, infelizmente. Talvez se o animal estivesse preso, afastado da criança. Talvez se a criança estivesse em outro local. Infelizmente não há como dizer. Foi uma fatalidade o ocorrido. Muito triste”, lamentou.

Mariana diz também que o temperamento forte em um animal não é fator para eutanásia. “Jamais. Sinto muito pelo acontecido e não consigo imaginar tamanha dor da família! Mas o temperamento não é um fator a ser levado em consideração para eutanásia. Há a opção de doá-lo para famílias sem crianças, procurar ajuda com especialistas em comportamento animal. Acredito que seja difícil para família mantê-lo em casa depois do fatídico e trágico acontecimento e creio também que não era uma coisa esperada de forma alguma, pois os cachorros hoje em dia fazem parte da família”, finalizou.

A Polícia Civil afirmou que, por se tratar de uma ocorrência envolvendo resultado de morte de pessoa, a Delegacia de Polícia de Lucas do Rio Verde instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do fato. A investigação será conduzida pelo delegado Eugênio Rudy.

Fonte: Olhar Direto

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