fbpx
Connect with us
ads

Geral

Após um mês, família pede justiça por morte de adolescente encontrada amarrada na Serra de SC

Published

on

Um mês após a morte de Ana Kemilli, de 14 anos, a família busca respostas sobre o que motivou o crime. A adolescente que desapareceu em 8 de fevereiro em Campo Belo do Sul, na Serra catarinense, foi encontrada morta três dias depois com os braços amarrados em uma árvore. A polícia apreendeu um adolescente de 15 anos que é apontado como um dos participantes do crime. No entanto, a motivação do assassinato e o envolvimento de mais pessoas seguem sendo investigados no inquérito.

Na segunda-feira (8), cerca de 80 familiares e amigos fizeram um ato virtual pedindo por justiça pela morte da estudante. A mãe da garota segue fazendo tratamento psicológico desde quando soube da perda da filha mais velha, segundo a madrinha de Ana Kemilli.

Segundo o pai da adolescente, Valdir Krindges, de 36 anos, as investigações correm em sigilo. “A gente está esperando a justiça fazer a parte dela, estamos dando todo apoio”, disse. Ele afirma que não tem mais forças para trabalhar.

” Faz um mês que a gente está chorando e esperando […]. A vida da menina não volta mais, mas a gente quer justiça para que outras crianças não venham a sofrer esse mesmo ataque. A gente não pode trabalhar, não se sente seguro, até a justiça saber se teve mais gente envolvido neste caso ou não”, disse o pai da vítima Valdir Krindges.

A Polícia Civil afirma que um inquérito policial segue em andamento para descobrir as motivações do crime. O adolescente envolvido está internado no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) e aguarda pela definição da sentença, segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Adolescente foi encontrada morta em Campo Belo do Sul, na Serra catarinense — Foto: NSC TV/Reprodução

Adolescente foi encontrada morta em Campo Belo do Sul, na Serra catarinense — Foto: NSC TV/Reprodução

Manifesto virtual

A madrinha da adolescente Clarice Siqueira realizou um manifesto virtual para homenagear Ana e cobrar por justiça. Amigos e familiares compartilharam nas redes sociais, imagens da adolescente.

“Fizemos o manifesto virtual para não atrapalhar as investigações”, explicou a madrinha.

O delegado Tiago Gomes informou que depoimentos já foram colhidos e que um inquérito policial segue em andamento para realizar outras diligências para solucionar o caso.” [O caso] ainda está sob investigação sem possibilidade de informação de detalhes”, disse.

Ana Kemili é descrita como uma menina alegre pela mãe: "Até hoje não consigo me conformar e acreditar que isso aconteceu", disse Keli Taques — Foto: Clarice Siqueira/Arquivo Pessoal
Ana Kemili é descrita como uma menina alegre pela mãe: “Até hoje não consigo me conformar e acreditar que isso aconteceu”, disse Keli Taques — Foto: Clarice Siqueira/Arquivo Pessoal

‘Está sendo uma tortura’, diz a mãe da garota sobre um mês sem respostas

A mãe da adolescente, Keli Taques, conta que o garoto apreendido não era amigo da filha, segundo ela, eram apenas conhecidos. Os dois eram vizinhos e as casas das famílias têm um quilômetro de distância.

“Não temos suspeitas da motivação. A gente não tinha inimizades e ela também não. E nada justifica uma barbaridade dessas”, disse.

Familiares e amigos realizaram passeata e pediram justiça por Ana Kemili no dia do sepultamento da jovem — Foto: NSC TV/Reprodução
Familiares e amigos realizaram passeata e pediram justiça por Ana Kemili no dia do sepultamento da jovem — Foto: NSC TV/Reprodução

Um dia após o desaparecimento, a mãe conta que tinha esperança de encontrar a filha com vida. Segundo o Ministério Público, ela foi morta por estrangulamento no dia em que desapareceu.

“Até hoje não consigo me conformar e acreditar que isso aconteceu. Eu queria acreditar que ela estivesse viva”, relembra.

Ana Kemilli era a filha mais velha de Keli. A garota iria para o oitavo ano do ensino fundamental.

Desaparecimento

Segundo o Corpo de Bombeiros, a adolescente sumiu por volta das 16h do dia 8 de fevereiro, depois de sair com duas amigas. Ela teria deixado as conhecidas em casa e, no percurso de volta, desapareceu.

Após a família entrar em contato com a polícia, o 5º Batalhão de Bombeiros Militar, de Lages, na mesma região, iniciou as buscas com auxílio de cães farejadores.

A guarnição encontrou uma sandália usada pela garota no dia 10 de fevereiro. Logo depois, moradores da região acionaram a Polícia Civil após localizarem o corpo da menina em uma área de mata no interior do município.

Fonte: G1

Continue Reading
Advertisement
Comments