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Brasileiros com direito a voto nos EUA explicam por que escolheram Joe Biden em eleição para presidente

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Mais do que por simpatia, há brasileiros que residem nos Estados Unidos e têm direito a voto que escolheram o candidato do Partido Democrata, Joe Biden, por que querem tirar Donald Trump da Casa Branca.

mesmo com seus direitos assegurados como residentes e cidadãos no país, não concordam com o tratamento dados pelo atual presidente aos imigrantes – legalizados como eles ou não – e vários outros aspectos da atual administração, que consideram xenófoba e racista.

Extremamente descontentes, eles falam sobre suas próprias experiências em diferentes estados e avaliam os quatro anos da presidência de Donald Trump.

Tag Brum mora em Nova York e está nos Estados Unidos há 16 anos — Foto: Arquivo pessoal

“O governo Trump é um desastre completo e uma vergonha total. Eu me tornei um cidadão americano anos atrás. Essa é a minha casa. Passei praticamente toda minha vida adulta aqui, então é difícil falar sobre os Estados Unidos com orgulho quando tantas ofensas e idiotices saem direto da Casa Branca. O tratamento de estrangeiros no geral é criminoso. Eu entendo o descontentamento com o governo, com política no geral, mas se alinhar a um golpista, um canastrão como esse e defendê-lo sob qualquer circunstância é algo inacreditável para mim”, critica.

“A decisão de votar no Biden é mais alinhamento moral contra o Donald Trump do que com as políticas e histórico político dele. O Biden é um político centrista que, provavelmente, irá bater cabeça com um senado republicano, então já estou preparado para uma administração similar à de Obama, onde ele terá que se comprometer muito para atingir qualquer alvo. A minha esperança é que, como o Trump, ele use e abuse do poder executivo para acalentar a alma dos liberais que tem sofrido muito”, conforma-se.

Brum diz que os latinos são uma faixa demográfica “infeliz” nos Estados Unidos atualmente. “O que rola com imigrantes latinos hoje é o que rolou com imigrantes que vieram para a América depois da guerra: eles chegaram aqui com empatia com imigrantes e quando se estabeleceram a maioria virou superconservadora e anti-imigrantes. Isso acontece muito com latinos aqui. Agora que estão estabelecidos, são conservadores e sentem que os democratas não fazem o suficiente para merecer qualquer lealdade”, constata.

‘Desrespeito entre os próprios americanos’

Lila Costa e o namorado, Louis Riendeau, após votarem em Joe Biden em Dallas, no Texas — Foto: Arquivo pessoal

Lila Costa, de 39 anos, mora em Dallas, no Texas, e também tinha intenção inicial de votar em Bernie Sanders (“porque suas políticas eram mais voltadas para a classe trabalhadora”). Ela mora nos Estados Unidos há nove anos e, em sua primeira eleição presidencial no país, já votou antecipadamente.

“Somente quando o Trump foi eleito em 2016 eu decidi tirar a cidadania americana e adquirir o direito de votar aqui”, conta, dando uma pista sobre o motivo.

“Voto em candidatos que defenderão meus interesses sociais, éticos e morais seja aqui ou no Brasil. Eu acredito que religião e política não se misturam, que o aborto é um direito das mulheres e que a comunidade LGBT deve ser respeitada e protegida pelas leis. Estes são princípios que os políticos republicanos geralmente não apoiam e por esta razão não voto neles”, afirma, dizendo que ser estrangeira não é um fator essencial na determinação de seu voto.

Para ela, Trump é ruim não apenas para os imigrantes, como ela, mas para todos os americanos. “O pior presidente que este país já teve. Embora Trump não tenha iniciado uma guerra, ele comprometeu seriamente o relacionamento diplomático com muitos países, não segue as recomendações científicas para abordar a pandemia ou as mudanças climáticas”, reclama

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