Dinheiro seria usado para comprar pulseiras de brinquedo. Segundo delegado, mulher confessou o crime e afirmou que agiu para ‘corrigir’ menina, de 10 anos, pois ela já teria pegado dinheiro outras vezes.

Uma mulher de 39 anos foi presa suspeita de queimar a mão da filha, de 10, usando uma colher quente, em Rio Verde, região sudoeste de Goiás. Segundo a Polícia Civil, a mulher admitiu o crime e disse que agiu como forma de “corrigir” a garota porque ela teria furtado R$ 50 de um primo para comprar pulseiras de brinquedo.

O crime aconteceu na noite de sábado (15), no Setor Morada do Sol. A mulher foi detida em flagrante após a menina fugir e buscar ajuda na casa de uma vizinha. A polícia não soube informar se ela já tem advogado.

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Segundo o delegado Caio Martines, responsável pelo caso, a mulher confessou o crime. Ela alegou que a criança já havia feito a mesma coisa antes e que o intuito com a atitude era “discipliná-la”.

“Ela admitiu que queimou a mão da filha com uma colher e disse que o fez para discipliná-la, pois ela havia furtado um primo e isso não era a primeira vez que ocorria. Ela informou que a vítima já havia furtado outras vezes e que ela já não sabia mais o que fazer’, explica.

“Ela admitiu ter extrapolado e passado dos limites, mas disse que na hora não sabia o que fazer e fez isso no intuito de corrigir a filha”, completa.

A vizinha procurada pela menina, que prefere não se identificar, afirmou que a criança também contou que apanhou e que não queria voltar novamente para casa.

“Ela me contou a história que a mãe dela esquentou uma colher de ferro e queimou a mão dela, bateu muito nela a mão estava cheia de bolhas. [Ela disse]: “Mão quero mais ficar na minha casa”. Eu disse: “Minha filha não posso ficar com você, não é assim, quem decide isso é a justiça. Aí foi onde eu decidi chamar o Conselho Tutelar, eles prontamente vieram aqui e falaram que ia tomar todas as medidas”, revela.

A mulher vai responder pelo crime de lesão corporal. A filha dela recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois foi encaminhada para um abrigo.