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Polícia

Grupo faz cota para comprar peixes predadores de piranhas após aumento de ataques no Manso

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O grupo ‘Salve o Manso das Piranhas’ já conta com cerca de 300 pessoas. Desde segunda-feira (14), quando a campanha começou, até hoje (17), o montante arrecadado é de R$ 60 mil. Ricardo  Arruda espera atingir a meta de R$ 100 mil até o final do mês. Entre as espécies predadores que o grupo pretende comprar estão o dourado e o surubim.

Segundo o advogado, a Furnas deveria fazer o repovoamento dos peixes predadores, mas está instalada no Lago do Manso há 20 anos, e isso nunca aconteceu. A Prefeitura de Chapada dos Guimarães, inclusive, já autuou a empresa em mais de R$ 38 milhões por não apresentar o programa de peixamento anual e pela não soltura de alevinos.

Os proprietários de imóveis da região já pediram ajuda da classe política como da deputada Janaina Riva (MDB), e dos deputados Elizeu Nascimento (PSL) e Eduardo Botelho (DEM).

Nesta semana, o deputado estadual Allan Kardec (PDT) apresentou um Projeto de Lei que estabelece o Programa de Repovoamento de Peixes nas barragens de usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e nas centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) no estado, cujos encargos de implantação serão de responsabilidade das empresas exploradoras da atividade.

“Fomos, por exemplo, na Usina de Sinop e lá tem um grande repovoamento de cascudo e abotoado. Precisamos fazer que essas usinas coloquem os peixes comerciais para pesca esportiva e alimentação [como] pintado, surubim, cachará, jaú e pacu. Usina do Manso, PCH’s que precisam fazer o repovoamento, que seja aberto para que todo mundo saiba o período e que peixe está sendo colocado na nossa baía do Rio Cuiabá”, disse.

O repovoamento deverá ser feito após realização de estudo técnico, inclusive de impacto ambiental, que determinará quais as espécies de alevinos serão utilizadas, a quantidade de peixes e a construção de criadouros que garantirão o tamanho mínimo dos alevinos para soltura nos rios.

A proposta defende a contratação de mão-de-obra local para trabalhar na gestão dos criadouros e no processo de repovoamento, garantindo renda para as comunidades ribeirinhas afetadas.

As despesas decorrentes desta Lei serão assumidas pelas Usinas Hidrelétricas, PCHs e CGHs como formas de compensação pela exploração comercial de seus produtos, sendo a Lei de Repovoamento um critério para a renovação das concessões.

Interessados em colaborar com a campanha podem entrar em contato com o advogado pelo telefone:  (65) 98419-2147

Soltura de peixe precisa de autorização 

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) esclareceu que o lago do Manso, por ser um ambiente de ecossistema lêntico, nos quais a água apresenta pouco ou nenhum fluxo, é propício ao desenvolvimento de peixes como a piranha. Estes peixes normalmente são atraídos por sons de frutas e sementes que caem de árvores e batem na água. Eventualmente, poderão haver ataques a pessoas ou animais e, para que isso ocorra, a piranha precisa de um chamariz.

Diante deste cenário, a Secretaria orienta a população que evite hábitos como jogar comida, entrar na água com qualquer lesão não cicatrizada no corpo (segundo relatos, a piranha percebe uma gota de sangue em aproximadamente 200 litros de água), pois são ações que poderiam atrair a atenção desses peixes.

Outra recomendação, é realizar o cercamento de quiosques que ficam dentro da água com sombrites ou outro tipo de tela que permita a passagem da água e impeça o trânsito de qualquer tipo de peixe.

Conforme o decreto 337/2019, que disciplina o procedimento de licenciamento ambiental para cultivo de espécies de peixes, a soltura de alevinos em corpos hídricos no Estado de Mato Grosso, visando o peixamento de rios e lagos só poderá ser feita com autorização emitida pela Sema-MT com três meses de antecedência.

O interessado deve protocolar a Solicitação Prévia de Peixamento junto à Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema com três meses de antecedência. “Os alevinos devem ser de espécies oriundas da mesma bacia hidrográfica onde será feito o peixamento e produzidos em estabelecimento licenciado para a produção de alevinos”, dispõe o artigo 4º.

O processo de soltura deve ser acompanhado por um responsável técnico acompanhado de ART.

Fonte: Olhar Direto

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