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Juiz aceita denúncia e dois presos por matar empresária em MT viram réus

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Os dois homens presos pela morte da empresária Rosemeire Soares Perin, de 52 anos, ocorrido em Várzea Grande em fevereiro deste ano, viraram réus na Justiça de Mato Grosso. As investigações da Polícia Civil apontaram que Rosemeire foi assassinada ao cobrar uma dívida de R$ 1,2 mil de um cliente.

O juiz Abel Balbino Guimarães, da 4ª Vara Criminal de Várzea Grande, aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) na sexta-feira (19).

Rosemeire desapareceu no dia 16 de fevereiro, após sair de sua casa no Bairro Dr. Fábio, em Cuiabá, para entregar mercadorias em Várzea Grande. O corpo dela foi localizado dois dias depois na estrada da Guarita, enrolado em lençóis e numa lona plástica.

Jefferson Rodrigues da Silva, de 33 anos, foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de roubo seguido de morte – latrocínio – e ocultação de cadáver. Ele era cliente da vítima e confessou o crime.

Já Pedro Paulo de Arruda, de 29 anos, foi indiciado nos crimes de ocultação de cadáver, resistência à prisão e tráfico de drogas. Ele negou participação.

Empresária Rosemeire Soares Perin, de 52 anos, que estava desaparecida desde terça-feira (16) e foi encontrada morta na tarde desta quinta-feira (18) na região da Passagem da Conceição, em Várzea Grande — Foto: Polícia Militar de Mato Grosso

Na decisão, o juiz Abel também determinou a quebra do sigilo telefônico dos dois acusados para saber se há participação de outras pessoas.

O magistrado marcou a primeira audiência de instrução do caso para o dia 14 de abril e será realizada de forma virtual.

O caso

A empresária trabalhava há mais de 10 anos com a venda de produtos e embalagens para festas, máquina de sorvetes e outros equipamentos do ramo. No dia 16 de fevereiro, foi até Várzea Grande para entregar produtos que Jefferson havia adquirido e também cobrar uma dívida.

Carro da empresária foi encontrado com o cliente que confessou o assassinato em Várzea Grande — Foto: Polícia Militar de Mato Grosso

Carro da empresária foi encontrado com o cliente que confessou o assassinato em Várzea Grande — Foto: Polícia Militar de Mato Grosso

Jefferson conhecia a vítima desde 2011 porque a família dele era cliente de Rosemeire, mas somente em 2020 ele começou a ter uma ligação comercial com a vítima.

O suspeito vendia sorvetes em um supermercado em Várzea Grande, comercializava espetinho e havia adquirido uma máquina de sorvetes com a vítima no ano passado no valor de R$ 7 mil.

Meses depois, ele procurou a empresária para fazer uma manutenção na máquina e ficou devendo o valor de R$ 850 a ela.

Jefferson ainda fez outras duas aquisições, de um batedor de milk-shake e pratos plásticos, subindo a dívida total com a empresária para R$ 1,2 mil.

Além das vendas, era a própria Rosemeire que fazia a manutenção dos equipamentos.

“No dia do desaparecimento, ela foi até a quitinete dele, em Várzea Grande, para testar o equipamento que Jefferson comprou. Na ocasião ela cobrou essa dívida de R$ 1,2 mil e ele não gostou, deu uma ‘gravata’ e a vítima desmaiou. Ele a amarrou com fitas adesivas e amordaçou com uma meia”, detalhou o delegado Marcel Oliveira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Passado um tempo, ela despertou e, segundo o suspeito declarou à polícia, ele pegou uma faca de cozinha e golpeou o pescoço da vítima.

Jefferson procurou Pedro, que aceitou ajudá-lo a se livrar do corpo da empresária.

Eles colocaram o corpo em um lençol, enrolaram, colocaram dentro de uma lona preta e enrolaram novamente em um edredom.

Depois disso, levaram o corpo até a Passagem da Conceição, onde ela foi encontrada dois dias depois.

Fonte: G1

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