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Mãe espera há 3 meses que corpo do filho morto seja liberado em Alta Floresta-MT, para fazer sepultamento

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Uma mãe de 66 anos tenta na Justiça conseguir a liberação do corpo do filho, de 38 anos, morto em novembro de 2020, em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá. Por falta de documentos de identidade da família, Maria Joana Souza aguarda há mais três meses o resultado de um DNA para que possa sepultar Ivanildo de Souza.

Nessa segunda-feira (8), a família que abriga a idosa pediu ajuda da Defensoria Pública de Mato Grosso, que solicitou, no prazo de 24h, informações sobre o caso à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Alta Floresta.

Maria é de Almeirim (PA) e viajou para Mato Grosso após saber da morte do filho.

De acordo com a Defensoria, o defensor Moacir Gonçalves Neto foi informado que Ivanildo não portava certidões e documentos, o que impossibilitou a comprovação oficial de sua filiação, mesmo com a presença da idosa no estado.

Ainda segundo a Defensoria, a Politec fez a coleta do material genético de ambos no dia 11 de dezembro, desde então, Maria, que vive em situação de extrema vulnerabilidade lá no Pará, aguarda para sepultá-lo.

Maria contou que foi localizada por amigos com os quais o filho morava para que apresentasse os documentos para a liberação do corpo.

“Moro num lugar muito pobre e vivo de catar pedra e vender a lata delas. Quando disseram que eu tinha que vir pra cá, pedi ajuda, consegui um dinheiro e vim, sem certidão, sem nada. Até pedi o registro dele no cartório da cidade, mas não me deram. Agora estou aqui, desesperada, sem trabalhar, e sem saber quando vou conseguir voltar pra casa”, disse a mãe à Defensoria.

A idosa disse ainda que não via o filho desde que ele tinha 16 anos. Por falta de condições no Pará, ele se mudou com outros dois irmãos para trabalhar em um garimpo de Mato Grosso.

À época, ele não conseguiu tirar os documentos de identidade.

Morte

Ivanildo morava em Alta Flores com um casal de amigos. Ele trabalhava para esse casal conduzindo máquinas pesadas.

Segundo a defensoria, durante um assalto, ele foi espancado em Bandeirantes e teve diversos ferimentos pelo corpo.

O homem chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Fonte: G1

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