O Ministério Público de Mato Grosso (MPE ingressou com uma ação civil contra o ex-secretário da Secopa, Maurício Guimarães, e três empreiteiras do Consórcio Barra do Pari para que devolvam R$ 4,9 milhões aos cofres públicos. O valor é referente ao atraso e abandono das obras do Centro de Oficial de Treinamento (COT) Barra do Pari, em Várzea Grande.

A obra contratada por mais de R$ 25 milhões era prevista para a Copa do Mundo de 2014, para que as seleções que jogaram em Cuiabá pudessem treinar. Porém, após quase 6 anos do mundial a obra ainda não foi concluída.

De acordo com a ação assinada pelo promotor de Justiça Jorge Paulo Pereira, o pedido de condenação seria por conta de supostas vantagem econômica obtida pelas empresas e pela má qualidade dos materiais e da execução da obra.

O MPE ainda alega que apenas 69,75% da obra foi realizada, e, que foi saqueada e depredada, “em razão da paralisação dos serviços, que deixou a obra desprovida de segurança, ainda, mesmo que notificado, o Consórcio do Pari não tomou as providências necessárias para evitar tais ocorrências”.

“Em razão da demora na execução da obra, que excedeu o prazo contratual inicial e os aditivos de contrato, o Centro de Treinamento não foi entregue, nem para os jogos e nem para a população, tratando-se, atualmente, de um local com obra inacabada e alvo de depredação”, diz trecho do documento.

O MPE ainda afirma que Maurício Guimarães cometeu improbidade ao autorizar o pagamento das medições da obra que não foram implantados. “De igual modo, os fiscais de contrato, quais possuíam dever legal, não verificaram as mencionadas irregularidades”,  alegou o promotor.

Também foram denunciados Marcos Aurélio Ramos de Oliveira, Fernando Roberio de Borges Garcia, Pedro Augusto Moreira da Silva, Giovana Cocco Rubin Dias de Almeida e os fiscais de contrato Jorge Henrique Bedin e Julia Martinaitis Gonçalves.