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Polícia investiga se Paulo Cupertino esteve em outra cidade de MS até seguir para Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, em ação conjunta com equipes de São Paulo e Paraná, continua a seguir os rastros do empresário Paulo Cupertino Matias, de 49 anos, que em junho do ano passado matou a tiros o ator Rafael Miguel e os pais dele. De uma chácara em Eldorado, na região sul do estado, onde ele permaneceu por 8 meses como caseiro, a informação é que ele seguiu para o município de Naviraí.

“Nós recebemos essa denúncia e analisamos imagens de um posto de gasolina em Naviraí, onde tinha a informação que ele havia passado. No entanto, aparentemente, isso já foi descartado. Só que nós continuamos a verificar outros locais da cidade. Sabemos que o Alfonso [patrão dele], com certeza, fugiu de avião. Já o Paulo Cupertino não temos certeza, principalmente porque não havia testemunha no momento”, afirmou ao G1 o delegado Pablo Reis, um dos responsáveis pela investigação.

Conforme o delegado, que está reunido com os policiais nesta manhã (4) para planejar novas buscas, Cupertino teria seguido de Naviraí para Ponta Porã, município que faz fronteira com o Paraguai e que seria o local onde ele conheceu o patrão, Alfonso Helfenstein, também foragido da Justiça. É nesta cidade também que Cupertino conseguiu a emissão de uma falsa Certidão de Pessoa Física (CPF) ao apresentar outros documentos falsos na Receita Federal.

Ele também esteve no Paraná e tirou uma identidade falsa, o que teria garantido a ele movimentação em contas bancárias. Desde então, vinha usando o nome falso de Manoel Machado de Silva, de 49 anos, declarando que residia em Rio Brilhante, município distante a 161 km de Campo Grande.

Paulo Cupertino Matias falsificou identidade para se chamar Manoel Machado da Silva — Foto: Reprodução

De Paulo a “seu Manoel”

Com os documentos falsos, ele foi trabalhar em Eldorado, onde viveu em uma chácara por cerca de 8 meses até ser denunciado e fugir há uma semana, segundo a polícia. O último dia dele na cidade teria sido dia 28 de outubro.

Usando barba grande e máscara, o que ajudava no disfarce, Cupertino – ou Seu Manoel, como era chamado – frequentava assiduamente uma barbearia, uma lotérica onde fazia apostas e até o posto de saúde da cidade, após conseguir emitir uma carteira no Sistema Único de Saúde (SUS).

A polícia soube que Cupertino “envelheceu muito” desde o triplo assassinato, há um ano e quatro meses. Sempre muito discreto, ele começou a sair no início da pandemia, quando se aproveitou da recomendação do uso da máscara para esconder parte do rosto. Também conversava muito pouco com as pessoas.

Polícia Civil informou que acredita que, com certidão de nascimento falsa, Cupertino usou nomes aleatórios de pais e avós na solicitação de novos documentos — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Entenda o caso

Paulo Cupertino é acusado de triplo homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa por parte das vítimas. O crime ocorreu em junho de 2019, em São Paulo.

Os assassinatos ocorreram na frente da casa onde a filha dele, a namorada do ator Miguel Rafael, Isabela Tibcherani, morava com a mãe, na zona sul da capital paulista. Cupertino, que não aceitava o relacionamento da filha, residia em outro imóvel. Ela tinha 18 anos à época.

Após o crime, o homem fugiu com a ajuda de amigos e foi procurado em mais de 100 endereços em 10 estados diferentes, além do Paraguai e da Argentina.

Fonte: G1

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