fbpx
Connect with us
ads

Polícia

Secretária municipal publica fotos e apelo após ser agredida por companheiro em MT

Published

on

A secretária de administração da prefeitura de Aripuanã, Claudia Tscha, publicou duas fotos e um poema em seu Facebook, após ser agredida pelo companheiro. No texto, ela lamenta: “Quantas vezes me agrediu / sem falar o que eu fiz / eu só queria ser feliz / você não compreendeu”. Ela não divulgou o nome do agressor.

Nos comentários da matéria, amigos lamentam o fato, e dão a entender que as agressões, provocadas pelo companheiro de Claudia, são constantes. “Outra vez enquanto vc n tomar uma decisão de ter amor próprio vai ser assim sinto muito vc sabe o quanto gosto de vc”, disse uma amiga.

A publicação tem mais de cem comentários e 29 compartilhamentos. Muitos dos comentários, no entanto, afirmam que ela precisaria decidir sair do relacionamento. “Realmente é vc quem decide se gosta disso ou não e da um basta. Ou daki uma samana estará postando fotos piores. Só vc sabe das suas escolhas”, disse outra pessoa.

No texto, Claudia também dá a entender que o companheiro estava embreagado: “Apenas vou chorar / recuar mais uma vez / diante a tua embriaguez / nada posso recusar / tudo tenho que aceitar / calada sou agredida / escrava da própria vida”, lamenta.

Violência doméstica

Segundo o Instituto Maria da Penha, a violência doméstica acontece em ciclos. A primeira fase é a do aumento da tensão, em que o agressor mostra-se tenso e irritado com coisas insignificantes, enquanto a mulher, ao tentar acalmá-lo, passa por tristeza, angústia, ansiedade e medo.

A segunda fase é a do ato de violência, quando a tensão se materializa em agressão física, verbal, psicológica, moral ou patrimonial. “Mesmo tendo consciência de que o agressor está fora de controle e tem um poder destrutivo grande em relação à sua vida, o sentimento da mulher é de paralisia e impossibilidade de reação. Aqui, ela sofre de uma tensão psicológica severa (insônia, perda de peso, fadiga constante, ansiedade) e sente medo, ódio, solidão, pena de si mesma, vergonha, confusão e dor”, explica o instituto.

Após esta fase, a mulher geralmente busca ajuda ou faz algum tipo de denúncia. No entanto, logo vem a terceira fase: arrependimento e comportamento carinhoso, ou a “lua de mel”, quando o agressor pede desculpas. “A mulher se sente confusa e pressionada a manter o seu relacionamento diante da sociedade, sobretudo quando o casal tem filhos. Em outras palavras: ela abre mão de seus direitos e recursos, enquanto ele diz que “vai mudar”. Logo depois, a tensão geralmente volta, e é por isso que as mulheres vítimas de violência doméstica precisam de apoio e ajuda psicológica. Para denunciar qualquer tipo de violência contra a mulher, pode-se ligar para 180.

Leia a íntegra do texto publicado por Cláudia:

Quantas vezes me agrediu
sem falar o que eu fiz
eu só queria ser feliz
você não compreendeu
o meu coração sofreu
sentindo o corpo padecer
em troca de tanto amor
tive sofrimento e dor

É difícil de entender
porque sou tão submissa
sirvo pra tua cobiça
teu momento de prazer
porém nada vou dizer
o meu direito é se calar
se nem piso na calçada
mesmo assim fico marcada
sem ter forças pra lutar

Apenas vou chorar
recuar mais uma vez
diante a tua embriaguez

nada posso recusar
tudo tenho que aceitar
calada sou agredida
escrava da própria vida
 
Gostaria de gritar
para o mundo inteiro ouvir
o tanto que sofri
vivo a merce da sorte
vou me recolher tão cedo
convivendo com o medo
de escrever a própria morte.

Fonte: Olhar Direto

Continue Reading
Advertisement
Comments