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Polícia

“Soldados do CV” priorizam mulheres em roubo de carros em MT

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Organização criminosa que obteve mais de R$ 3 milhões com roubos de veículos na Grande Cuiabá tinha como principais vítimas mulheres. Dos 25 crimes já apurados, em 22 deles (88%) elas foram os alvos. Eram abordadas com truculência por soldados faccionados do Comando Vermelho (CV), arregimentados pela organização. Mas investigação ainda em curso aponta que foram mais de 120 vítimas ao longo dos últimos 3 anos, de acordo com o delegado Gustavo Garcia, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva).

Treze integrantes do grupo criminoso que atuava em diversas frentes já tiveram a prisão decretada. Três ainda estão foragidos e 3 mulheres da organização criminosa foram beneficiadas pelo uso de tornozeleira eletrônica. A organização, desmantelada em duas fases da operação Imperial, era estruturada e atuava no roubo de veículos populares e de luxo, que eram comercializados por meio das redes sociais ou sites de compra e venda, depois de terem os sinais adulterados. Em muitos casos, os veículos, depois de receberem novas placas, eram usados na prática de outros crimes antes de serem colocados à venda, quando já estavam visados.

Parte do grupo atuava na logística que ia desde a arregimentação de soldados para a prática dos roubos além da manutenção de 4 casas, em regiões nobres da Capital, onde os veículos eram escondidos e adulterados, com novas placas clonadas a de veículos idênticos. Outro braço do bando tratava da regulamentação da documentação. Inclusive cédulas de certificados de registros furtados de sedes do Detran do interior foram usadas para esquentar os carros roubados, com falsificação de assinaturas de diretores do órgão.

Mulheres eram usadas nas vendas, buscando dar credibilidade na negociação via redes sociais e sites de compra e venda. Elas também atuavam como laranjas para receber os montantes das vendas em contas bancárias, bem como no apoio aos roubos. O dinheiro, então, passava por um processo de lavagem, quando era colocado em circulação em empresas criadas para este fim, entre elas uma loja de compra e venda de automóveis, empresas de transportes de cargas, entre outras, assegura Garcia.

Desde 2018, a associação criminosa é investigada e, apesar da rotatividade de parte de seus membros, em decorrência de prisões, nunca deixou de atuar e arrecadar com o crime.

Fonte: Folha Max

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