Bienal das Amazônias: 2ª edição anuncia curadores - 15/05/2025 - Ilustrada

Inspirada no livro "Verde Vagomundo", a 2ª edição da Bienal das Amazônias anunciou nesta quinta-feira (15) os integrantes de seu corpo curatorial e o conceito do evento, que acontecerá entre os próximos dias 29 de agosto e 30 de novembro em Belém, no Pará. Escrita pelo autor paraense Benedicto Monteiro, a obra descreve a Amazônia enquanto experiência sensorial e explora a sua riqueza territorial.

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Quem lidera o time de curadoria é a equatoriana Manuela Moscoso, que tem percorrido diferentes regiões pan-amazônicas —caso do Amapá, de Marajó, Rio Branco, Manaus, Peru e Equador— em busca de obras e histórias que possam compor a exposição. Junto dela está a curadora adjunta Sara Garzon, o co-curador do programa público da Bienal Jean da Silva e Priscila Clementti e Bonikta, que ficará responsável pela identidade visual do evento.

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"Pude conhecer processos experimentais sobre formas de habitar o mundo, a manutenção da memória e práticas transdisciplinares no cinema, além de investigações que abordam a exploração territorial e as cosmologias indígenas. Mais do que simplesmente ver as obras, o fundamental foi ativar conversas, escutar os artistas e compreender como suas pesquisas dialogam com as urgências do nosso tempo", diz Moscoso, que coloca a coletividade como elemento artístico fundamental.

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Ela diz que estar à frente do evento é um sonho que se torna realidade, e cita práticas de diferentes áreas, como as artes plásticas, o cinema e a música, como elos de conexão entre os grandes centros urbanos e as florestas da Amazônia.

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"Estar aqui me ensina um pensamento florestal, sobre os tempos das coisas, sobre como sentir nossos corpos dentro de processos históricos compartilhados. Também me faz pensar sobre solidariedades e diferenças, sobre as formas como habitamos o mundo. Essa experiência está me contaminando de maneiras que vão além do profissional, afetando minha forma de ver, de pensar e de sentir", afirma a curadora.

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No contexto desta edição da Bienal das Amazônias, a expressão "verde-distância", extraída do livro de Monteiro, delimita o encontro entre o ser humano e o ambiente natural. A ideia do evento é refletir a sensibilidade deste legado territorial do Brasil e ressaltar a pluralidade ali presente em termos de vozes e perspectivas artísticas.

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O evento foi criado para deslocar os debates voltados ao mundo das artes de eixos dominantes como a região do Sudeste brasileiro e a segunda edição acontece, neste ano, próxima à 30ª edição da Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas, a COP 30, prevista para novembro também na capital paraense.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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