Brasileiros em Nova York hesitam em apoiar socialista - 03/11/2025 - Mundo

Astoria, um bairro em Nova York onde mora o favorito a vencer a prefeitura da maior cidade dos Estados Unidos nas eleições desta terça (4), abriga também uma das maiores comunidades de brasileiros da metrópole.

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Apesar da proximidade física com o socialista Zohran Mamdani, imigrantes do Brasil nessa área, que fica no condado do Queens, veem o candidato do Partido Democrata com ceticismo e resistem a apoiá-lo.

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"Dizem que ele vai diminuir o contingente de policiais, então eu tenho medo de que piore a segurança de Nova York", diz o encanador Ricardo Mendanha, 59, em um dos restaurantes brasileiros do bairro. Ele é cidadão americano há oito anos.

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No passado, em 2020, Mamdani defendeu diminuir o orçamento da polícia de Nova York e criticou a instituição, chamando-a de racista, mas afirma não defender mais a ideia e diz que não quer diminuir o efetivo da corporação na cidade.

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Apesar de ter voltado atrás, as declarações antigas ainda ressoam. Outro brasileiro com cidadania americana, o também encanador Ionan Assunção Aguiar, 62, diz que estava decidido a votar em Mamdani, mas após conversar com um policial, também ficou em dúvida.

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"Eu ia votar nele pelas propostas, como tornar os ônibus grátis, e investimento em educação, limpeza. O Trump está cortando muita coisa dos pobres. Mas sexta, falei com um agente que me disse que ele pode diminuir o investimento na polícia, aí recuei", relata.

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Os dois depoimentos ilustram a preocupação de uma parte da população de Nova York com declarações críticas dadas anteriormente por Mamdani em relação à segurança.

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Em entrevistas, Mamdani afirmou ter se referido à polícia de Nova York como racista porque estava no calor do momento dos protestos que tomaram os EUA pela morte de Geroge Floyd, homem negro morto durante uma abordagem policial em Minneapolis.

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Durante a campanha, Mamdani moderou seu discurso sobre segurança pública e passou a defender uma atuação policial focada no combate a crimes violentos, como tiroteios e assaltos, e chamou os agentes de parceiros essenciais na promoção da segurança.

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Sua principal proposta é criar um Departamento de Segurança Comunitária, com orçamento de US$ 1,1 bilhão (R$ 5,9 bilhões), voltado à prevenção da violência por meio de uma abordagem de saúde pública. O órgão empregaria equipes de saúde mental para responder a chamadas de emergência de pessoas em crise, reduzindo a necessidade de intervenção policial armada e ampliando programas de atendimento psicológico na cidade.

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A Folha conversou com outros três brasileiros na região que expressaram a mesma preocupação com a segurança. Um deles classificou Mamdani como radical por se descrever como socialista.

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Outra, a faxineira Vânia Fernandes, 60 anos, diz ser conservadora e por isso preferia votar em Curtis Sliwa, candidato do Partido Republicano, o mesmo de Trump. Mas afirma que votou em Andrew Cuomo –outro democrata que concorre como independente–, para tentar evitar a vitória de Mamdani.

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Ela seguiu o conselho de Trump, que orientou nesta segunda seus apoiadores a votar em Cuomo para evitar a eleição do outro democrata.

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Ao lado do Queens, no Brooklyn, uma brasileira ouvida pela reportagem discorda dos demais e diz que votará no candidato socialista por ele focar em uma questão cara aos nova-iorquinos: o preço da cidade.

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Mamdani propõe tornar as creches e os ônibus gratuitos, tornando Nova York mais acessível, o que tem tido forte apelo entre os moradores graças aos altos custos de moradia e serviços.

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"Eu acho uma escolha facílima, para falar a verdade. Nova York está se tornando uma cidade impossível de se pagar. Eu tenho filho pequeno. Ele propõe gratuidade de creches. Só de alguém focar nisso, já é uma coisa importante", diz a cineasta e roteirista Patrícia Corso, 44 anos.

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"Os preços são absurdos. Ele está focado no que o prefeito pode fazer: mexer nas tarifas de ônibus, melhorar o metrô. Dentro das atribuições dele, está propondo tornar a cidade mais acessível para pessoas normais e não para os super-ricos", avalia.

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Essas promessas ajudaram a catapultar Mamdani, que chega nesta terça-feira à frente dos demais candidatos nas pesquisas de intenção de votos. Os nova-iorquinos puderam votar com antecedência para a prefeitura do município e, nesta terça, vão votar presencialmente. A votação encerra às 21h do horário de Nova York (23h de Brasília) e o resultado deve ser conhecido no final da noite.

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Se confirmada a previsão das pesquisas, Mamdani será o primeiro prefeito muçulmano e o mais jovem a governar Nova York desde 1892. Mais do que isso, sua vitória daria destaque à ala mais à esquerda do Partido Democrata, já que o candidato se define como socialista e apresenta propostas abertamente progressistas.

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Mamdani aproveitou o último dia de campanha para fazer movimentos simbólicos. Antes mesmo do amanhecer, atravessou a Ponte do Brooklyn em direção ao centro de Manhattan, acompanhado de aliados políticos e apoiadores que carregavam faixas com os dizeres "Our Time is Now (Nossa hora é agora)". A caminhada, marcada por gritos de "Tax the Rich" (cobre impostos dos ricos), foi uma tentativa de transmitir a mensagem de renovação e de que "um novo dia pode nascer" para Nova York.

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Ao chegar à Prefeitura, Mamdani reafirmou suas promessas de tornar a cidade mais acessível e de colocar o governo a serviço do bem comum. "Que sintam a luz da Prefeitura quando o ônibus noturno de volta para casa for mais rápido, gratuito e seguro também", declarou o candidato, destacando seu compromisso com políticas voltadas aos trabalhadores e às famílias de baixa renda.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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