Estados e municípios perdem R$ 5 bi com isenção de IR - 25/03/2025 - Mercado

O projeto que eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda a R$ 5.000 deverá retirar cerca de R$ 5 bilhões do caixa de governos estaduais e municipais, segundo cálculo preliminar apresentado nesta quarta-feira (25) pelo secretário Robinson Barreirinhas, da Receita Federal.

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"O impacto, tranquilizo os senhores, estamos terminando o cálculo, talvez seja menos de R$ 5 bilhões na retenção de estados e dos municípios", disse o secretário a deputados, senadores e representantes de entidades em encontro da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), em Brasília.

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"[O valor refere-se a] toda a retenção, mas é um compromisso da Receita refinar esses dados e apresentá-los"

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Prefeitos e governadores começaram a mobilizar suas bancadas por causa de possíveis perdas com o aumento da isenção. Com mais servidores públicos isentos do IR, a retenção na fonte, um dinheiro que vai direto para o caixa desses entes, ficaria menor.

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A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) calcula que apenas para as prefeituras, o impacto da mudança na lei chegará a R$ 11,8 bilhões, considerando imposto retido na fonte e FPM (Fundo de Participação dos Municípios). A entidade diz que 3,4 milhões de servidores, entre 7,5 milhões, já estão isentos de IR. Com a proposta do governo, mais 2 milhões passariam a ficar livres do fisco, segundo a entidade.

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Barreirinhas defendeu que os valores que deixarem de entrar no caixa por meio da retenção de imposto de renda serão compensados com a tributação efetiva da alta renda que, segundo ele, vai resultar no aumento dos repasses por meio do FPM e do FPE (Fundo de Participação dos Estados).

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Do total arrecadado pela União com IR, 49% são repassados por meio desses fundos. O secretário da Receita disse considerar que não é justo que os entes calculem apenas o que deixarão de reter na fonte, sem prever a redistribuição via fundos.

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O deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da frente parlamentar, disse que mesmo o valor estimado pela Receita Federal sendo menor do que o divulgados pelos entes, "se não compensar, o projeto não passa".

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Na avaliação do secretário da Receita, o impacto para o caixa poderá ser mais relevante em municípios maiores, pois nos menores os salários dos servidores já estão isentos na tabela atual de cobrança. "Na verdade, o pequeno tende a ser beneficiado", disse. Para ele, a medida dará "justiça federativa".

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NÃO QUERO COLOCAR FOGO NO PARQUINHO, DIZ SECRETÁRIO SOBRE O PERSE

Robinson Barreirinhas defendeu aos deputados e senadores que o governo sempre demonstrou seriedade ao tratar de gastos tributários e que vem se esforçando para demonstrar o impacto de benefícios fiscais sobre as contas públicas.

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Uma dessas demonstrações teria sido o tratamento dado ao Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), cuja extinção foi publicada na segunda no Diário Oficial da União.

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Barreirinhas lembrou que nas audiências públicas que debatiam a prorrogação do benefício, os setores beneficiados diziam que o custo era de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões ao ano.

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"Não quero colocar fogo no parquinho, mas o Perse também foi debatido", disse. "Nós dizíamos que era muito maior o gasto tributário. A lei foi aprovada com um teto de R$ 15 bilhões a partir de abril. Publicamos os balanços mês a mês, o gasto tributário era de R$ 1,2 bi ao mês."

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"Sem entrar no mérito se é importante ou não, mas nós debatemos e colocamos o limite", afirmou.

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Sobre a desoneração da folha de pagamento, afirmou o secretário, "diziam que custava R$ 7 bilhões, R$ 8 bilhões só para empresas, e com a Dirbi [Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária] mostramos que custou R$ 20 bilhões no ano passado apenas considerando as empresas, sem contar os municípios".

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Um dos grupos beneficiados com a desoneração é o de comunicação, no qual se insere o Grupo Folha, empresa que edita a Folha. Também são contemplados os segmentos de calçados, call center, confecção e vestuário, construção civil, entre outros.

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"Negociamos com o Congresso e estamos cumprindo o escalonamento", afirmou, em referência à reoneração da folha.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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