Estiagem faz Sabesp ter que reduzir em 13% captação de água do Cantareira

(Reuters) – A Agência Nacional de Águas (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) cortaram em 13% o volume autorizado de retirada de água pela Sabesp do Sistema Cantareira, principal manancial que abastece a região metropolitana de São Paulo.

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A redução acontece em meio à contínua queda do nível dos reservatórios nos últimos meses, marcados por forte estiagem em São Paulo. No início desta semana, o percentual de água armazenada nos mananciais da região metropolitana era o menor desde a crise hídrica ocorrida 10 anos atrás.

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Na segunda-feira, o sistema Cantareira estava com uma capacidade ocupada de 35,9%, ante 41,2% no final de julho e 58,4% em 25 de agosto do ano passado. Nesta sexta-feira, o nível do sistema era de 35%, segundo dados da Sabesp.

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Com a decisão anunciada nesta sexta-feira, o limite de captação de água do Cantareira pela Sabesp passará de 31 metros cúbicos por segundo para 27 metros cúbicos a partir de 1º de setembro, afirmou a agência de notícias do governo paulista, Agência SP.

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“A alteração segue critérios definidos pela resolução…elaborada após a crise hídrica de 2014/2015. A norma estabelece limites de retirada de água de acordo com o volume acumulado no Sistema Cantareira, conferindo previsibilidade às condições operativas e maior segurança hídrica para a região metropolitana de São Paulo e para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ)”, afirmou a agência.

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“Como medida de mitigação, a Sabesp poderá utilizar a vazão bombeada do reservatório de Jaguari, localizado na bacia do rio Paraíba do Sul, para chegar ao limite outorgado de 33 m³/s”, acrescentou.

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A ANA e a SP Águas recomendaram a adoção de medidas adicionais pela Sabesp e clientes da empresa para preservar o volume de água nos reservatórios, afirmou a agência paulista.

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Economia noturna

No começo da semana, o governo de São Paulo anunciou medidas de racionamento para preservação da segurança hídrica.

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Uma das determinações foi que Sabesp promova, na região metropolitana coberta pelo Sistema Integrado Metropolitano (SIM), a prática de “gestão de demanda noturna” entre de 21h e 5h, “garantindo uma economia de 4 metros cúbicos por segundo”, afirmou a Agência SP.

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“A medida é válida até que sejam recuperados os níveis dos reservatórios que abastecem a região metropolitana. A agência também solicitou à concessionária que apresente um Plano de Contingência específico para a região metropolitana”, acrescentou.

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O SIM interliga grandes e pequenos mananciais, adutoras e estações de tratamento, permitindo transferências de água entre sistemas produtores.

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A situação de queda do nível nos reservatórios acontece apesar de uma série de obras realizadas nos últimos anos, incluindo a transposição Jaguari-Atibainha, que aporta água proveniente da Bacia do Paraíba do Sul, e a conclusão do Sistema São Lourenço.

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“Outras obras estão previstas, como a captação de água do rio Itapanhaú e ribeirão Sertãozinho, um investimento de R$200 milhões que vai permitir captação de 2 metros cúbicos por segundo”, afirmou a Agência SP.

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A Sabesp, que após a privatização ocorrida em meados do ano passado passou a focar mais em universalização de serviços de esgoto, prevê mais de R$1,2 bilhão para novas obras de resiliência hídrica até 2027, citou a agência.

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(Por Rodrigo Viga Gaier)

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Fonte: infomoney

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