Fux dá presente a bolsonaristas com voto sobre Bolsonaro - 10/09/2025 - Poder

Num voto que tanta satisfação levou aos réus da trama golpista, o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), incluiu um presente que nem os mais esperançosos bolsonaristas imaginavam receber.

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Ele não apenas chamou os atos de 8 de janeiro de 2023 de vandalismo, sem relação com um golpe de Estado, como os comparou a alguns momentos históricos delicados para a esquerda.

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Espanando o pó do acervo nacional de escândalos, citou o caso dos "aloprados", que está prestes a completar 20 anos.

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A pilha de dinheiro vivo encontrado com coordenadores da campanha presidencial de Lula de 2006 não teve o impacto histórico do mensalão ou da Lava Jato, mas representou uma nódoa na imagem do presidente, derrubou o comando do PT e chegou brevemente a ameaçar sua reeleição.

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"Apareceu uma montanha de dinheiro que foi recolhida por aloprados. Não se sabe a autoria", lembrou o ministro em seu voto.

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Outro mergulho no túnel do tempo e chegamos a 2013, quando o Brasil foi apresentado aos "black blocs", grupos de vândalos que encerravam manifestações "contra tudo" com quebra-quebra de agências bancárias, lojas e estações de metrô.

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Eles voltaram a dar as caras nos atos contra a Copa do Mundo de 2014. Justa ou injustamente, acabaram sendo associados muito mais à esquerda radical do que à direita, que ainda era um movimento político incipiente, numa era distante em que Bolsonaro era apenas um deputado do baixo clero

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Hoje felizmente relegados a uma nota de rodapé da história, os black blocs acabaram resgatados pelo voto do ministro.

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"Nenhum desses casos, oriundo dessas manifestações políticas violentas, se cogitou de imputar aos seus responsáveis os crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, que repetia a disposição de tentar mudar, por violência ou grave ameaça, o Estado democrático de Direito", disse.

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Fux poderia ter citado outros exemplos, completando assim a lista de equivalências morais normalmente apresentada pela direita.

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Em 2006, pouco antes do caso dos aloprados, um grupo ligado a um obscuro movimento de sem-terra invadiu a Câmara dos Deputados, causando grande destruição.

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Em 2017, manifestantes atearam fogo em prédios da Esplanada dos Ministérios contra reformas do governo Michel Temer. O então presidente, considerado "golpista" pela esquerda, teve de chamar militares para controlar a situação.

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Nenhuma dessas manifestações, no entanto, reunia pessoas que tinham como projeto derrubar o governo de ocasião, como era o delirante desejo dos participantes do 8 de Janeiro.

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Também não reuniam defensores da ditadura ou do fechamento de instituições que são pilares do sistema democrático. Nem os arruaceiros que atacaram o Congresso em 2005 falavam em fechá-lo.

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Fux, assim, fez um enorme favor ao bolsonarismo ao adotar por seu valor de face a comparação entre os atos de 2023 e os anteriores.

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Com seu voto doutrinariamente denso, voz empostada e ar de gravidade, o ministro deu respaldo jurídico ao que até hoje era basicamente uma tese de redes sociais de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Tudo indica que Fux será uma voz isolada na Primeira Turma, embora não tão solitária assim no conjunto do Supremo.

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Importa menos, nesse caso, seu voto único entre os cinco que julgam os bolsonaristas, e mais o acolhimento dele a teses que poderão ser usadas futuramente por aliados do ex-presidente para buscar algum tipo de nulidade do processo.

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Uma delas é que para Fux, uma vidraça quebrada é sempre uma vidraça quebrada, sendo irrelevantes a motivação e, sobretudo, o objetivo final de quem lança o tijolo.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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