Haiti vai para a Copa com goleiro de 5ª divisão - 16/05/2026 - Esporte

Quem será o camisa 1 ainda não está definido, mas é certo que o Haiti terá um goleiro que disputa a quinta divisão durante a Copa do Mundo.

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Josue Duverger defende o Cosmos Koblenz, cujo estádio tem capacidade para 9.500 pessoas, e nem sempre é escalado como titular na equipe que disputa a 5ª divisão alemã. Na seleção haitiana, também deve ficar na reserva. Ele tem como concorrentes dois companheiros que atuam na França, mas nenhum deles na primeira divisão.

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Alexandre Pierre defende o Sochaux, que terminou a temporada em segundo lugar na 3ª divisão francesa.

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Já Johnny Placide atua pelo Bastia, que terminou em penúltimo lugar na segunda divisão e disputará a terceira divisão em 2026/27.

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Aos 38 anos, com 89 kg distribuídos em 1,81 m de altura, o mais provável é que Placide seja o titular na Copa. Ele soma 15 jogos com a camisa do Haiti e, mesmo sem muitas participações na temporada fracassada da equipe francesa, foi o escolhido como capitão na campanha das eliminatórias pelo técnico Sébastien Migné.

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Migné foi o responsável por levar o Haiti de volta a uma Copa depois de 52 anos. O treinador francês não tinha nem dois anos de idade quando os haitianos disputaram o Mundial da Alemanha, em 1974, e terminaram sem pontuar. Perderam para a Itália (3 a 1), Polônia (7 a 0) e Argentina (4 a 1).

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O Haiti volta à Copa em 2026, quando disputará sua segunda edição da Copa, após liderar seu grupo nas Eliminatórias, à frente de Costa Rica, Honduras e Nicarágua.

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A estreia em território americano será contra a Escócia, em Boston, no dia 13 de junho. Depois, enfrentará o Brasil, no dia 19, na Filadélfia, e encerrará a fase de grupos diante de Marrocos, no dia 24, em Atlanta.

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"Vamos enfrentar o Brasil, que é um dos times mais icônicos do mundo, e Marrocos, que foi semifinalista na última Copa. O lado positivo é que estaremos em destaque, e isso será uma grande recompensa para nossos meninos. Agora é hora de provar que estamos à altura do desafio", disse Migné.

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O técnico, porém, já viu o Brasil de perto — e se deu bem. No Qatar, em 2022, foi auxiliar de Rigobert Song, de Camarões, que venceu a seleção brasileira na fase de grupos.

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"Tive a sorte de enfrentar o Brasil com Camarões. Vamos tentar repetir o feito. Se fosse uma melhor de dez partidas, não teríamos chances, mas tudo pode acontecer em jogo único", afirmou o técnico francês, admirador do trabalho de Carlo Ancelotti, da seleção brasileira.

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Outro que conhece de perto o futebol sul-americano é o zagueiro Ricardo Adé, que atua na LDU, do Equador, clube acostumado a disputar competições continentais, como Libertadores e Sul-Americana.

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Além dos três goleiros, Migné convocou outros jogadores que não atuam na primeira divisão. O defensor Duke Lacroix joga no Colorado Springs, enquanto o meio-campista Carl Fred Sainte defende o El Paso Locomotive, clubes que disputam a USL Championship, liga dos Estados Unidos que está abaixo da MLS, competição em que atua Lionel Messi, por exemplo.

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Outros dois, Yassin Fortune e Leverton Pierre, defendem o Vizela, que briga para terminar entre os cinco primeiros da segunda divisão portuguesa.

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Entre os atletas que atuam na elite nacional estão os atacantes Duckens Nazon, do Esteghlal, do Irã, e Lenny Joseph, do Ferencváros, da Hungria.

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Por outro lado, outros dois jogadores disputam a Premier League inglesa: Wilson Isidor, do Sunderland, e Jean-Ricner Bellegarde, do Wolverhampton, clube que caiu para a segunda divisão nesta temporada.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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