Irã ataca bases dos EUA no Golfo - 10/06/2026 - Mundo

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter realizado ataques contra uma base dos EUA na Jordânia e outros 21 alvos no Golfo nesta quarta-feira (10), em retaliação aos ataques americanos nas proximidades do Estreito de Ormuz, informou a mídia iraniana.

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Os confrontos representam uma das maiores trocas de hostilidades desde que os dois países concordaram com um cessar-fogo em abril.

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Os ataques iranianos, que incluíram alvos no Kuwait e no Bahrein, ocorreram depois que os militares dos EUA disseram no X que haviam atacado defesas aéreas iranianas, estações de controle terrestre e radares de vigilância perto do estreito, em resposta ao que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter sido a derrubada de um helicóptero Apache americano na terça-feira (9).

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"Acredito que a resposta deveria ser muito forte, muito poderosa, e é isso que esta é", disse Trump à ABC News.

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A escalada da violência aprofunda as dúvidas sobre as perspectivas de um acordo para encerrar a guerra que começou em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã. Teerã respondeu disparando contra vizinhos do Golfo que abrigam bases americanas e praticamente bloqueou o estreito de Hormuz, um corredor vital para petróleo e gás.

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Os últimos ataques dos EUA duraram cerca de quatro horas antes que o Comando Central dos EUA publicasse, pouco antes das 21h (horário do leste americano), que haviam terminado. Um oficial americano disse que quase 20 alvos iranianos foram atingidos.

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Folha no Irã

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A mídia estatal do Irã informou que a ilha de Qeshm e a cidade portuária de Sirik, no estreito de Hormuz, foram atacadas.

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Sons de explosões foram ouvidos na vizinha Bandar Abbas e, posteriormente, nas proximidades de Jask, perto da entrada do estreito, informou a mídia iraniana, citando fontes locais e moradores.

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A Guarda Revolucionária do Irã disse, em resposta, que atacou quatro locais na base americana de al-Azraq, na Jordânia, usando mísseis de longo alcance, informou a mídia iraniana.

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Os alvos incluíam hangares de caças F-35 e um centro de comando e controle. A Guarda Revolucionária alertou que estava pronta para dar uma resposta "esmagadora e decisiva" a qualquer novo ataque dos EUA.

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As forças armadas jordanianas disseram nesta quarta que interceptaram e abateram cinco mísseis lançados do Irã em direção a al-Azraq. Os militares acrescentaram que destroços da operação de interceptação caíram em território jordaniano, mas não causaram feridos nem danos materiais.

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O Exército do Kuwait disse que seus sistemas de defesa aérea estavam engajando alvos aéreos hostis e pediu ao público que seguisse as instruções oficiais de segurança, depois que a Guarda Revolucionária do Irã disse ter atacado a base Ali Al Salem com drones.

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A Guarda Revolucionária do Irã havia afirmado anteriormente que atacou a Quinta Frota dos EUA no Bahrein com drones e ameaçou "respostas mais severas" se as hostilidades continuassem, segundo a mídia.

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Segundo o Ministério do Interior do Bahrein, uma sirene de alerta foi acionada e foi pedido ao público que se dirigisse a locais seguros. As defesas aéreas repeliram os ataques iranianos, disse um assessor de mídia do rei do Bahrein logo depois em uma publicação no X.

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Um oficial americano, falando sob condição de anonimato, disse que avaliações iniciais mostraram que quase todos os mísseis e drones lançados pelo Irã foram interceptados e que não tinham conhecimento imediato de relatos de danos a pessoal americano ou instalações dos EUA.

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O Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente os relatos do campo de batalha.

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Os preços do petróleo subiram cerca de 1% no início das negociações asiáticas na quarta-feira, após a escalada das hostilidades.

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Na terça, um helicóptero Apache dos EUA foi derrubado por um drone de ataque iraniano de uso único, segundo um oficial americano que falou sob condição de anonimato. Os dois pilotos americanos envolvidos no incidente com o helicóptero não ficaram feridos.

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A mídia estatal do Irã citou uma fonte militar dizendo que nenhuma operação militar aérea ofensiva havia sido conduzida no estreito de Hormuz nas 24 horas anteriores.

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Um drone de superfície da Marinha dos EUA encontrou e resgatou os dois tripulantes, afirmaram os militares americanos, depois que o helicóptero de ataque do Exército dos EUA caiu em águas próximas à costa de Omã enquanto patrulhava por volta das 3h de terça-feira.

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O Comando Central dos militares dos EUA não deu motivo para a queda. Disse que os dois tripulantes foram resgatados após duas horas e estavam em condição estável.

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, não abordou diretamente o incidente com o helicóptero, mas disse em uma publicação no X que forças estrangeiras na região corriam o risco de se envolver em acidentes ou fogo cruzado.

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"Para reduzir o risco, a melhor solução é que eles saiam", escreveu.

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Trump disse ao The Wall Street Journal durante uma ligação telefônica na terça que o incidente com o helicóptero "não foi grande coisa" e enfatizou que "o piloto está bem".

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No entanto, o episódio pode muito bem adicionar mais tensão aos esforços para intermediar um acordo de paz para encerrar a guerra mais ampla no Oriente Médio e reabrir Ormuz.

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Trump disse repetidamente que Irã e Estados Unidos estão perto de um acordo, embora tenha havido poucos sinais de progresso desde que um frágil cessar-fogo entrou em vigor no início de abril.

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Os combates entre Israel e militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, no Líbano continuaram, e Teerã manteve suas restrições à maior parte do tráfego marítimo pelo estreito de Hormuz, que antes da guerra transportava um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo. Washington impôs seu próprio bloqueio aos portos iranianos.

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O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na terça que o tráfego de navios por Hormuz está aumentando "de forma muito significativa", mas acrescentou que levaria muitos meses para voltar aos fluxos normais de energia assim que a guerra terminar.

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Trump disse que qualquer acordo de paz deve garantir que o Irã não possa desenvolver uma arma nuclear. O Irã nega tais ambições.

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As demandas do Irã incluem o levantamento das sanções internacionais, a liberação de bilhões de dólares em ativos congelados e o reconhecimento de seu controle sobre o estreito.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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