Morre Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food - 21/05/2026 - Comida

O italiano Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food, morreu nesta quinta-feira (21), aos 76 anos, na cidade de Bra, na Itália. A morte foi comunicada pela organização criada por ele, em um texto no site oficial e em uma postagem nas redes sociais.

Leia mais

Petrini ajudou a sedimentar, em um mundo que via a industriazação da comida se estabelecer, a ideia de que comer é um ato político.

Leia mais

Jornalista gastronômico, ele fundou o Slow Food depois de um protesto em 1986 contra a abertura de uma filial do McDonald's na piazza di Spagna, em Roma. Na ocasião, manifestantes serviram penne a quem passava no ponto turístimo como maneira de relembrar a cultura alimentar italiana.

Leia mais

Com isso, pavimentou o conceito, repetido por restaurantes em todo mundo até hoje, de trabalhar com alimentos "farm to table" (vindos diretamente do campo à mesa), respeitando a tradição local e a sazonalidade.

Leia mais

O lema difundido pela organização, formalizada em 1989 com a assinatura de manifesto no teatro Opéra-Comique, em Paris, é a popularização de alimentos bons, limpos e justos. Ou seja, a comida deve ser local e sustentável, respeitar o bem-estar animal e remunerar de forma justa trabalhadores do campo.

Leia mais

No final da década de 1990, essas ideias foram abraçadas por chefs, produtores de comida e ativistas nos Estados Unidos, muitos deles integrantes do movimento em favor da liberdade de expressão que explodiu na Califórnia cerca de duas décadas antes.

Leia mais

Um dos nomes mais importantes do grupo é a chef Alice Waters, do restaurante Chez Panisse, em Berkeley, que já recebeu nomes como Bill Clinton e Dalai Lama, Astor Piazzolla e Francis Ford Coppola.

Leia mais

Waters, defensora da noção de que é preciso pagar mais por uma comida justa, chegou a construir uma enorme horta ao lado do Capitólio, em Washington, capital americana, como versão da sua Edible Schoolyard —seu projeto de educação alimentar que levava hortas a escolas.

Leia mais

Em expansão pelos anos seguintes, o movimento do Slow Food chegou a cerca de 160 países no mundo, incluindo o Brasil, onde mantém uma lista chamada de Arca do Gosto, um catálogo que reúne informações sobre ingredientes ameaçados de extinção como araçá-mirim, uxi e maracujá-da-caatinga.

Leia mais

A valorização da biodiversidade e da cultura alimentar foi outro traço visto no Slow Food por meio da Universidade de Ciências Gastronômicas em Pollenzo, na Itália, e do encontro internacional Terra Madre.

Leia mais

No congresso, nascido em Turim, pequenos produtores de alimentos do mundo todo, incluindo de agave do México, de gergelim de Bukina Faso e de azeitonas da Palestina e Israel, se encontravam para trocar experiências sobre alimentos e modelos de produção de comida.

Leia mais

Ainda que reconheçam a importância da organização, críticos, porém, afirmam que o Slow Food não conseguiu obter impacto cultural e político semelhante ao do continente onde nasceu.

Leia mais

O movimento criado por ele se opõe à padronização dos gostos e à perda da cultura gastronômica.

Leia mais

"Por meio dessas iniciativas, ele deu forma a um movimento global enraizado nos valores da comida boa, limpa e justa para todos, conectando comunidades, agricultores, artesãos da gastronomia, chefs, ativistas e jovens em todo o mundo", diz a nota sobre a morte.

Leia mais

Petrini, que já ocupou o cargo de embaixador especial da FAO na Europa para a estratégia Fome Zero, gostava de repetir a frase "quem semeia utopia, colhe realidade".

Leia mais

Fonte: Folha de S. Paulo

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

163 NOTICIAS