Senador é alvo de ataque a tiros na Colômbia - 20/05/2026 - Mundo

O veículo de um senador da Colômbia foi atacado a tiros nesta terça-feira (19) por rebeldes da extinta guerrilha das Farc em uma região conflituosa do sudoeste do país.

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Após alertas de segurança, o senador governista Alexander López viajava em outro carro à frente de seu veículo habitual, que foi alvejado por mais de dez homens em uma rodovia do departamento de Cauca.

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O senador se deslocava da cidade de Popayán para Cali, após participar de um comício do esquerdista Iván Cepeda, herdeiro político de Gustavo Petro e favorito para as eleições de 31 de maio.

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A campanha presidencial tem sido marcada por atentados, assassinatos e sequestros de grupos armados, em meio à pior onda de violência na Colômbia desde a assinatura do acordo de paz em 2016.

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"Começaram a atirar de fuzil, (meu) veículo foi atacado a tiros, o pararam e entraram", disse o senador López à Noticias Caracol.

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"Perguntaram ao motorista: onde está o chefe?", acrescentou, e contou que levaram seu carro com um de seus seguranças, que foi retido por aproximadamente cinco minutos.

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O presidente Gustavo Petro denunciou o atentado e o atribuiu aos rebeldes das Farc que viraram as costas ao acordo de paz, liderados por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país.

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Lá Fora

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O carro "foi metralhado por fuzis disparados pelo grupo armado do narcotráfico comandado por Iván Mordisco", disse Petro no X. Ele também informou que outro carro de um prefeito da região "foi atacado".

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O ataque ocorreu a "um quilômetro" do ponto em que um atentado com bomba dos guerrilheiros deixou 21 civis mortos no final de abril, segundo o presidente.

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Cauca possui uma extensa área de plantações de drogas e é um dos principais redutos dos dissidentes das Farc.

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Lá também foi sequestrada por algumas horas em fevereiro a candidata a vice-presidente Aida Quilcué, companheira de chapa de Cepeda.

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No país, é comum que os grupos armados espalhem terror com ataques em época eleitoral para tentar influenciar as eleições.

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Petro tentou sem sucesso negociar a paz com os grupos armados do país, que aumentaram suas fileiras nos últimos anos.

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Os candidatos mais cotados da direita, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, criticam a política de paz de Petro e prometem mão dura contra os grupos ilegais.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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